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eu
Muita vontade de falar coisas que ninguém quer ouvir. E o nome do blog, entendedores entenderão. Instagram
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É muito comum ver imagens de animais que morreram por ingestão de resíduos sólidos jogados no mar, principalmente plástico. Já estamos cansados de ver animais deformados, presos, engasgados, com o estômago cheio de detritos, e ouvir que esse material mata muito mais do que se imagina. Mas o que você faz para melhorar essa situação? No dia 8 de junho, comemoramos o Dia Mundial dos Oceanos, importante para a conscientização a respeito da conservação desses hábitats tão importantes, em diversos aspectos.
Por isso, resolvi aderir ao desafio da Marine Consevation Society: durante o mês de junho, ficar o máximo de tempo possível sem utilizar plásticos descartáveis. Desse modo, podemos reduzir a quantidade de resíduo gerado todos os dias, e surgir com maneiras criativas de evitar usar o plástico.
Vou começar com uma semana, afinal, não é tão fácil assim, já que aparentemente tudo é feito de plástico.
E proponho que você faça o mesmo. Experimente passar um dia sem usar plástico descartável. Conseguiu? Tente mais um dia. E compartilhe sua opinião, foi fácil? Ou quase impossível?
Como ela faz, então? Fácil: vai pro sol, ou sai do sol.
Outra coisa, esse animal pode dormir cerca de 20 horas por dia, e ninguém a está julgando por isso, afinal, ela gasta muita energia, levando quase um mês pra digerir uma refeição. Isso aí, um mês. (E você aí reclamando do seu metabolismo lento...) Mas ninguém aqui está com pressa. Aliás, sabe como ela dá à luz? Pendurada num galho. De cabeça pra baixo.
Além de tudo isso (que pra mim é suficiente para querer ser uma preguiça), esse bicho tem três vértebras cervicais a mais que você e a maioria dos mamíferos. Enquanto nós temos 7, eles têm 10. O que dá pra fazer com isso? Girar o pescoço num ângulo de 270 graus. Deal with it.
A preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus) é classificada como Vulnerável, e está contemplada no Plano de Ação Nacional para Conservação dos Mamíferos da Mata Atlântica Central. Marcadores: animais, ICMBio, MAMAC, Preguiça
Eu fui parar na biologia por acaso, e nem sabia se ia gostar. Em 2010 eu estava no último ano do ensino médio, e de repente tinha que escolher um curso para colocar como opção no PAS (ou ENEM, não lembro direito). E aí bateu aquele desespero: o que eu quero ser quando crescer?
Eu comecei a queimar neurônios tentando achar uma resposta, e até surgi com algumas coisas que eu achava que gostava. Pensei em veterinária (sabe aquele sonho de criança, de cuidar dos animais? Pois é.), psicologia (jurava que ia gostar de entender as pessoas), até história entrou na lista. O meu pai queria que eu fizesse ciências da computação. Imagina a decepção quando eu falei biologia.
E sabe porque? Porque eu adoro CSI, e quando assistia o seriado, achava que seria muito legal ser perito criminal. Abri então um edital do concurso de perito e procurei em quê eu poderia ser graduado para conseguir entrar: química, física, medicina, direito, ciências da computação, e biologia.
Minha resposta foi "nem fodendo" pras cinco primeiras, e biologia me parecia a menos pior.
Entenda: no primeiro ano eu odiava biologia, mesmo. Assim, de com força. A matéria (citologia) era um saco, a professora vivia faltando e não colocavam nunca um substituto pra ela. No segundo ano melhorou, primeiro porque o professor era uma gracinha, e segundo porque eu estudei sobre os Reinos. No terceiro ano eu tive 5 professores diferentes, isso mesmo, cinco, mas a matéria me cativou, e até hoje eu lembro o que estudei lá.
E o argumento de que eu iria ser perito criminal e ganhar 14 mil reais por mês convenceu os parentes, e aí eles concordaram em me deixar seguir a vida e entrar no Ceub.
Aí três semestres depois eu já mudei de ideia. A matéria que eu detestava me ganhou, por ser incrivelmente interessante e por eu finalmente conseguir entender o que diabos é uma mitocôndria e pra que serve um ribossomo. Descobri que amava muitas outras coisas que passei a conhecer, e cheguei à conclusão que ser perito criminal, e trabalhar analisando material genético, por mais CSI que fosse, não era pra mim.
Descobri que, apesar de não ficar rica (e todos os biólogos do Brasil estão de prova, mas Fabrício, espero resultados) o que eu preciso mesmo é fazer algo que eu tenho certeza que não vai me entediar. Algo que não vai me fazer levantar na segunda feira já perguntando se falta muito pra chegar a sexta feira. Algo que, mesmo que diretamente não fazendo a vida das pessoas diferente, ao menos vai ajudar a impedir que chegue o dia onde o único lugar em que você possa ver um animal é nos livros.
E desculpa aí pai, mas não foi dessa vez que uma cria sua ficou rica, mais sorte da próxima vez!
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